APLICAÇÃO · LASER SCANNER

Laser Scanner para Perícia de Acidentes de Trânsito

O laser scanner portátil com SLAM registra a cena do acidente em 3D em poucos minutos: posição dos veículos, deformações, marcas no pavimento e o entorno. A via é liberada mais cedo e a medição continua disponível no escritório, quando a pista já foi limpa.

O problema

Trena, croqui e foto deixam lacunas na cena

A reconstrução de um acidente depende do que foi medido no local. Depois que os veículos são removidos e a pista é liberada, o que não foi registrado se perde. Os métodos tradicionais têm limites conhecidos nesse trabalho.

Via bloqueada por horas

Medir com trena ou estação total ponto a ponto exige manter a pista interditada enquanto a equipe trabalha. Segundo a FJD, esse bloqueio costuma durar de 2 a 4 horas.

Evidência omitida

Em cenas complexas, o registro manual escolhe o que medir. O que ficou de fora não pode ser medido depois, e isso abre espaço para disputa sobre a dinâmica do acidente.

Foto sem geometria

A fotografia mostra a cena, mas não guarda distâncias, ângulos e alturas. Reconstituir relações espaciais a partir de imagens 2D é trabalhoso e impreciso.

Dados espalhados

Polícia, seguradora e perito costumam trabalhar com registros diferentes da mesma cena. Uma nuvem de pontos única serve de base comum para todos.

Por que laser scanner com SLAM

Medir tudo de uma vez e decidir depois o que analisar

O scanner portátil mede centenas de milhares de pontos por segundo enquanto o operador caminha pela cena. O algoritmo SLAM (localização e mapeamento simultâneos) calcula a posição do aparelho a cada instante e encaixa cada varredura na anterior, montando a nuvem de pontos completa sem tripé e sem montar estações.

O resultado é um registro sem contato: ninguém precisa tocar nos veículos ou nos vestígios para medir. A medição é feita depois, na nuvem, quantas vezes forem necessárias. Uma distância que ninguém pensou em medir no local continua disponível semanas depois.

O LiDAR emite o próprio laser, então a coleta não depende de iluminação. Isso pesa em acidentes noturnos, quando a foto e a medição visual ficam prejudicadas. Com módulo GNSS RTK, a nuvem sai georreferenciada e pode ser sobreposta a mapas e projetos da via.

Como funciona em campo

Da cena ao croqui em quatro etapas

Fluxo descrito pela FJD para os scanners Trion, com o software FJD Trion Model no processamento.

1 · Isolar e planejar

Isolar a área e definir o percurso: veículos, marcas de frenagem, fragmentos, posição final e pontos de impacto. O percurso deve fechar laços (voltar a trechos já escaneados) para controlar o erro acumulado.

2 · Escanear

Caminhar pela cena com o scanner de mão. Passar perto das deformações dos veículos e das marcas no solo. Com bastão extensor, alcançar detalhes altos, como marcas em postes e guarda-corpos. A nuvem aparece em tempo real no celular, o que permite completar áreas faltantes antes de sair.

3 · Processar

No Trion Model, gerar a nuvem a partir dos arquivos brutos, colorir com as imagens das câmeras, unir dados de mais de um equipamento e recortar o que não interessa. Saem a nuvem colorida em LAS e as imagens panorâmicas.

4 · Croqui e relatório

Sobre a vista de topo da nuvem, desenhar o croqui com símbolos de veículos e edificações, anotar textos e fotos e medir coordenadas, comprimentos, ângulos e áreas. O relatório reúne os dados para análise e arquivo.

O que se entrega

Produtos do levantamento

Nuvem de pontos 3D

Cena completa, colorida, exportável em formatos abertos como LAS e E57, para arquivo e para uso em outros softwares.

Croqui em escala

Desenho em vista de topo com veículos, vestígios e cotas medidas sobre a nuvem, pronto para compor o relatório técnico.

Panorâmicas e vídeo

Imagens 360° ligadas à nuvem, para mostrar o contexto visual de cada ponto medido.

Malha e modelo 3D

Superfície triangulada do entorno, que pode ser levada a softwares de modelagem e de simulação de colisão de terceiros.

Equipamentos indicados

Scanners FJD Trion para cena de acidente

Os três modelos abaixo aparecem nos materiais da FJD para esse uso. Os dados são das fichas técnicas do fabricante.

FJD Trion P2 · locação e venda

700 g sem bateria, câmera externa e RTK. Precisão pós-processada de 1 cm relativa e 3 cm absoluta, em teste de laboratório. GNSS RTK/PPK integrado, IP54 e operação de -20 °C a 50 °C. Aparelho de mão operado por uma pessoa.

FJD Trion P1 · locação e venda

1 kg, 200 mil pontos por segundo e alcance de 70 m com alvo de 80% de refletividade. O fabricante declara operação sob sol direto ou à noite, sem depender de luz externa nem de GNSS.

FJD Trion S2 · venda

FOV de 360° × 270°, 320 mil pontos por segundo e alcance de 120 m com alvo de 80% (80 m com 10%). Duas câmeras de 48 MP para colorir a nuvem e GNSS integrado. Precisão relativa de até 1 cm, medida em ambiente experimental.

A Alezi Teodolini vende e aluga o equipamento, dá suporte técnico e treinamento de uso para a equipe. O levantamento e o laudo são de responsabilidade do perito ou do órgão que usa o scanner.

Segundo a FJD

Resultados declarados pelo fabricante

O levantamento de uma cena cai de 3 horas com o método tradicional para 0,5 hora com o scanner, e a precisão de medição passa de ±20 mm para ±10 mm. A FJD também cita uma cena de 100 m coletada em 5 minutos e coleta noturna e sob chuva leve.

No primeiro caso apresentado pela FJD, uma equipe de polícia de trânsito documentou uma colisão traseira com o Trion S2 e gerou o croqui com medidas e a nuvem 3D no Trion Model, com eficiência quatro vezes maior, segundo o fabricante. No segundo, um cliente da FJD na Europa documentou um capotamento com o Trion P1 e câmera panorâmica em 5 minutos.

Grupo Alezi Teodolini

Um grupo, cobertura completa

Terra Tech e GPS Agrimensora fazem parte do Grupo Alezi Teodolini, reforçando a cobertura técnica e de atendimento em todo o processo de compra ou locação.

Terra Tech

Empresa do grupo, presença técnica ampliada.

GPS Agrimensora

Empresa do grupo, atuação em agrimensura.

Dúvidas frequentes

Antes de fechar

O scanner funciona em acidente à noite?

Sim. O LiDAR emite o próprio laser e não precisa de luz ambiente para medir. A ficha do Trion P1 declara operação sob sol direto ou à noite.

A nuvem de pontos é aceita como prova no laudo?

A aceitação do material segue o procedimento do órgão de perícia ou do juízo. O scanner entrega a medição e os arquivos; a metodologia e a responsabilidade técnica são do perito. Confirme com o seu órgão como o material deve ser apresentado.

Qual a diferença entre o P1 e o P2 para esse uso?

Os dois têm o mesmo LiDAR: 200 mil pontos por segundo, FOV de 360° × 59° e alcance de 40 m a 10% e 70 m a 80% de refletividade. O P2 é mais leve (700 g sem bateria), tem GNSS RTK/PPK e câmeras de 48 MP integrados e grau de proteção IP54.

Dá para alugar o scanner para um caso específico?

Sim, para o FJD Trion P1 e o P2. A locação é a partir de 2 dias, sem caução, com contrato on-line e retirada em uma das sedes ou em aeroporto. O Trion S2 é só venda.

Que software processa os dados?

O FJD Trion Model, no computador com Windows ou em tablet (iPad e Android). Ele faz a nuvem, a colorização, as medições, o desenho e o relatório, e exporta em formatos como LAS e E57. O plano de licença entra no orçamento.