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Estação de referência é o receptor GNSS que fica fixo num ponto de coordenada conhecida, rastreando satélites o tempo todo. Ela faz dois trabalhos: transmite correção RTK em tempo real para os rovers da equipe, pela internet (NTRIP) ou por rádio, e grava dados brutos para pós-processamento. É o equipamento de quem quer base própria para uma obra longa, uma fazenda ou uma rede de estações, sem montar e desmontar base de tripé a cada dia de campo.
A Alezi Teodolini vende estações de referência Stonex e FJD Trion, com suporte técnico da equipe da Alezi. Abaixo, os modelos separados por marca e pelo tipo de instalação.
O que compõe uma estação de referência
São três partes: o receptor, a antena GNSS e a comunicação. Nos três receptores desta página a antena é externa, com conector TNC, e não vem junto com o receptor: ela é instalada num ponto fixo e estável, com o céu aberto, e ligada por cabo. Para a comunicação, os três têm 4G e rede cabeada (Ethernet); o SC650 U tem também rádio UHF interno.
A alimentação precisa ser contínua. O SC2200 e o N10 têm bateria interna, que mantém a estação ligada se faltar energia. O SC650 U não tem bateria e depende de fonte externa de 10 a 28 V DC.
Stonex: SC2200, SC650 U e antena SA1500
Os dois receptores Stonex têm caster NTRIP embutido (Caster, Server e Client) e gravam em RINEX, o formato que o Manual Técnico do INCRA pede, junto com o formato nativo, na guarda dos arquivos brutos.
Stonex SC2200
Receptor de referência com display, bateria interna e alimentação por PoE. Para quem vai montar uma CORS ou uma base fixa que roda sem parar, com caster, gravação e envio de arquivos no mesmo equipamento.
- Estático: H 2,5 mm + 0,1 ppm; V 3,5 mm + 0,4 ppm (RMS)
- RTK: H 8 mm + 1 ppm; V 15 mm + 1 ppm (RMS)
- 555 canais; 5 Hz de fábrica, com upgrade para 20, 50 ou 100 Hz
- NTRIP Caster, Server e Client; até 4 saídas NTRIP Server
- Grava Binary, RINEX e BINEX em 32 GB internos, com envio automático por FTP
- Bateria interna de 13.600 mAh (mais de 20 h, segundo o manual); 9 a 28 V DC ou PoE
- Analisador de espectro e suporte a sensor meteorológico Vaisala
- IP67; 222 x 164 x 79 mm; 2 kg
Stonex SC650 U
Receptor de referência compacto, sem display e sem bateria, com rádio UHF interno além do 4G. Serve como CORS e como base que manda a correção direto para o rover por rádio. A Stonex também o indica para monitoramento.
- Estático: H 2,5 mm + 0,5 ppm; V 5 mm + 0,5 ppm (RMS)
- RTK: H 8 mm + 1 ppm; V 15 mm + 1 ppm (RMS)
- Mais de 1.100 canais; 20 Hz (50 Hz opcional)
- Rádio UHF interno de 1 W: 3 a 4 km em área urbana, até 10 km em condições ótimas (dado do fabricante)
- NTRIP Caster, Server e Client; RINEX 3.04 e 2.11
- PPP BeiDou B2b com menos de 20 cm
- Conector M12 com RS485 e CAN, para integração em monitoramento
- IP68; 570 g; alimentação externa de 10 a 28 V DC
Stonex SA1500
Antena choke ring 2D para estação de referência. Os anéis reduzem o multicaminho, que é o sinal refletido em superfícies próximas, e o centro de fase é estável, o que pesa numa base que serve de referência para todos os levantamentos.
- Centro de fase estável: ± 1 mm
- Calibração NGS e IGS, para usar o modelo de centro de fase no processamento
- GPS, GLONASS, BeiDou, Galileo, QZSS, IRNSS, SBAS e L-Band
- IP67 e MIL-STD-810H; opera de -55 °C a 85 °C
- Ø 322 x 261 mm; 5,6 kg; conector TNC fêmea
- Listada pela Stonex como antena opcional do SC2200
FJD Trion: N10
Na linha FJD, a estação de referência é o Trion N10, pensado para base contínua que alimenta os rovers por NTRIP.
FJD Trion N10
Receptor de referência com display, interface web e bateria interna, que passa sozinho da rede cabeada para o 4G se o cabo cair. Envia a correção RTCM 3.2 para um caster NTRIP externo, em até 4 conexões.
- RTK: H 0,8 cm + 1 ppm; V 1,5 cm + 1 ppm (RMS)
- Estático: H 2,5 mm + 1 ppm; V 5 mm + 1 ppm (RMS)
- 1.408 canais; até 5 Hz
- Bateria interna de lítio de 80 Wh: mais de 24 h
- 4G e Ethernet com troca automática; atualização remota (OTA)
- Portas PPS, EVENT e entrada de clock externo
- Alimentação AC de 90 a 260 V ou DC de 9 a 36 V
- IP67, carcaça de alumínio; 2,08 kg
- Antena GNSS externa (choke ring ou de levantamento), comprada à parte
O N10 grava a correção em arquivo diário .rtcm3 na memória interna. Se a sua base também precisa entregar dados brutos em RINEX para pós-processamento, fale com a gente antes de fechar a configuração.
Base própria e a norma do INCRA
O Manual Técnico para o Georreferenciamento de Imóveis Rurais (2ª edição, Portaria INCRA 2.502/2022) não homologa marca nem modelo de equipamento: ele define métodos e precisões. Para quem monta uma base, os pontos que importam são estes:
- A coordenada da base é um vértice de apoio. Ela vem de uma estação SAT GPS do Sistema Geodésico Brasileiro ou é determinada por um método aceito: PG1, PG2, PG6, PG7, PG9 ou PT1 a PT4 (Tabela 5).
- Para vértice de apoio e para limite artificial, só vale observação de fase da portadora (item 3.1.1). No RTK, limite artificial só com solução fixa (item 3.1.2.1).
- No relativo estático, o tempo mínimo de rastreio cresce com a distância até a base: 20 minutos até 10 km e 30 minutos de 10 a 20 km com L1/L2 (Tabela 4). Base perto da área encurta a ocupação de cada ponto.
- Os arquivos brutos GNSS são guardados em RINEX e no formato nativo (cap. 4).
- Para RTK em rede, o manual cita a RBMC-IP do IBGE (NTRIP) e, para PPP, o IBGE-PPP (itens 3.1.2.2 e 3.1.3).
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre estação de referência e base de tripé?
A base de tripé é montada e desmontada a cada levantamento. A estação de referência fica fixa, com a antena num ponto permanente e energia contínua, transmite correção pela internet para os rovers da equipe e grava dados brutos para pós-processamento.
A antena vem junto com o receptor?
Não. SC2200, SC650 U e N10 usam antena GNSS externa com conector TNC, comprada à parte. Para o SC2200, a Stonex lista a choke ring SA1500 como opcional. Para o N10, o manual da FJD indica antena choke ring ou de levantamento.
Estação de referência é homologada pelo INCRA?
Nenhum equipamento é homologado pelo INCRA. O Manual Técnico de Georreferenciamento define métodos e precisões, não marcas. A coordenada da base vem de uma estação SAT GPS do SGB ou de um método aceito (PG1, PG2, PG6, PG7, PG9 ou PT1 a PT4), e os brutos são guardados em RINEX e no formato nativo.
Por que ter base própria se existe a RBMC?
O manual do INCRA cita a RBMC-IP do IBGE para RTK em rede. A base própria serve quando a área de trabalho fica longe das estações disponíveis ou quando a equipe precisa de correção constante no mesmo local: no RTK, o erro declarado cresce 1 mm por km de distância da base, e no relativo estático o tempo mínimo de rastreio aumenta com a distância.
SC2200 ou SC650 U?
O SC2200 tem display, bateria interna, PoE e taxa de até 100 Hz por upgrade. O SC650 U é compacto (570 g), IP68, não tem bateria e tem rádio UHF interno para mandar a correção direto ao rover. Os dois têm caster NTRIP embutido e gravam em RINEX.
