Laser Scanner para BIM e Construção Civil
O levantamento com laser scanner gera a nuvem de pontos usada como base para modelagem BIM (Scan-to-BIM), documentando o estado real da edificação.
O que está incluído
Nuvem de pontos
Geometria real da edificação
Base para modelagem BIM
Compatível com os principais fluxos de trabalho
Menos divergência
Entre o modelo e a construção existente
Do escaneamento ao modelo BIM
O Scan-to-BIM parte da mesma nuvem de pontos do laser scanner, registrada e georreferenciada. Dentro do software de modelagem, a nuvem serve de régua: cada parede, viga, duto ou esquadria é desenhado sobre a geometria real, não sobre uma planta antiga que pode não bater mais com a obra.
Isso é decisivo em retrofit e reforma, onde a edificação existente quase nunca corresponde ao "as-built" original — modelar direto sobre a nuvem evita erro de compatibilização entre disciplinas (estrutura, elétrica, hidráulica) na obra.
Scan-to-BIM em quatro etapas
O roteiro abaixo vem do material da FJD sobre BIM a partir de nuvem de pontos, feito com um scanner SLAM de mão. A coleta é rápida. O tempo do projeto está na modelagem, e é ali que uma nuvem bem coletada faz diferença.
1 · Coletar
Analisar o ambiente e definir o caminho antes de começar. No caso de apartamento apresentado pela FJD, a rota foi planejada em laços fechados, entrando de costas em cozinha, quartos e banheiros, para o scanner manter referência do que já foi registrado.
2 · Tratar a nuvem
Remover ruído e reamostrar a nuvem para deixá-la leve para modelagem. No material de 2022, isso era feito no Trion Metahub ou no CloudCompare. Hoje o processamento da FJD fica no Trion Model, que também georreferencia por RTK ou por pontos de controle e classifica a nuvem.
3 · Modelar
Converter a nuvem no Autodesk ReCap e abrir no Revit. Definir unidade e origem, traçar paredes e pisos pela vista de topo e posicionar portas e janelas pela vista lateral. Vigas, lajes e pilares seguem a mesma lógica. O Trion Model tem plug-in para Revit.
4 · Aplicar
Com o modelo pronto, o mesmo dado serve para projeto de interiores, comparação com o projeto original e gêmeo digital, com renderização em ferramentas como 3ds Max, SketchUp ou Unreal Engine.
Scanners FJD para levantamento de edificações
Os três modelos abaixo funcionam em interiores sem sinal de satélite. Dados conforme as fichas técnicas do fabricante.
FJD Trion P2 · locação e venda
700 g sem bateria, câmera externa e RTK. 200.000 pontos por segundo. Precisão pós-processada de 1 cm relativa e 3 cm absoluta, em teste de laboratório. Duas câmeras laterais de 48 MP para colorir a nuvem e GNSS RTK integrado para trechos externos.
FJD Trion S2 · venda
Campo de visão de 360° × 270°. 320.000 pontos por segundo no S2 e 640.000 no S2 Pro e no S2 Max. Precisão relativa de até 1 cm, medida em ambiente experimental.
FJD Trion S1 · venda
Modelo usado no material de BIM da FJD. 16 canais no S1 e 32 no S1 Pro, 360° × 270° e precisão relativa de 2 cm, medida em ambiente experimental. Duas baterias com troca a quente e data logger separado, levado na mochila ou no ombro.
Tempo e precisão contra a trena laser
No comparativo para o mesmo ambiente, a trena laser exigiu 65 pontos e 22 minutos de coleta. O scanner fez o caminho uma vez, em 2 minutos. O processamento caiu de 4 horas para 10 minutos e a modelagem, de 8 horas para 2 horas: 742 minutos contra 132 minutos no total.
No teste de precisão do mesmo material, 14 medidas foram comparadas com o projeto. O erro médio foi de 15,7 mm na trena e de 18,3 mm no scanner, os dois abaixo de 2 cm. O ganho declarado está no tempo, com precisão equivalente à da trena nesse teste. No caso do apartamento, a FJD informa cerca de 2 minutos de coleta, 10 minutos de processamento e 2 horas de modelagem no Revit.
Um grupo, cobertura completa
Terra Tech e GPS Agrimensora fazem parte do Grupo Alezi Teodolini, reforçando a cobertura técnica e de atendimento em todo o processo de compra ou locação.
Terra Tech
Empresa do grupo, presença técnica ampliada.
GPS Agrimensora
Empresa do grupo, atuação em agrimensura.
Antes de fechar
A nuvem de pontos é compatível com os softwares de BIM do mercado?
Sim, o formato de exportação é compatível com os principais fluxos de trabalho BIM.
A nuvem de pontos abre direto no Revit?
No fluxo descrito pela FJD, a nuvem é convertida no Autodesk ReCap para o formato .rcp e depois aberta no Revit. O Trion Model, software da FJD para processar a nuvem, tem suporte a RCP/RCS e um plug-in para Revit. A nuvem também sai em formatos abertos, como .las e .e57.
A precisão do scanner portátil basta para modelar uma reforma?
No teste publicado pela FJD, o erro médio do scanner ficou em 18,3 mm, contra 15,7 mm da trena laser. Os scanners FJD declaram precisão relativa entre 1 e 2 cm, conforme o modelo, medida em condição de teste. A tolerância necessária é definida pelo projeto; vale comparar com o nível de detalhe exigido antes do levantamento.
Preciso de sinal GNSS para escanear o interior do prédio?
Não. Os scanners SLAM montam a nuvem com o LiDAR e a IMU, sem satélite. O GNSS entra quando o modelo precisa estar em coordenadas reais, em fachadas e áreas externas. O Trion P2 e o Trion S2 têm GNSS integrado.
